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Brasília,05/09/2026

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Dez anos após impeachment de Dilma, antigos aliados estão em lados opostos na política

Personagens que apoiaram a saída da ex-presidente em 2016 seguiram caminhos diferentes e hoje ocupam campos distintos na eleição de 2026.


Dez anos após impeachment de Dilma, antigos aliados estão em lados opostos na política Impeachment de Dilma Rousseff foi aprovado pelo Senado em 31 de agosto de 2016, por 61 votos a 20.

O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff completa dez anos nesta segunda-feira (31) com parte dos personagens daquele processo hoje em lados diferentes da política nacional. Em 31 de agosto de 2016, o Senado aprovou a perda do mandato por 61 votos a 20. Uma década depois, antigos aliados na votação estão divididos entre candidaturas e grupos políticos que disputam espaço nas eleições de 2026.

Eduardo Cunha, que presidia a Câmara quando aceitou o pedido de impeachment em dezembro de 2015, continua próximo do campo político ligado à família Bolsonaro. Candidato a deputado federal por Minas Gerais neste ano, ele recebeu apoio de Flávio Bolsonaro, candidato do PL à Presidência. Já Simone Tebet, que votou pelo afastamento de Dilma quando era senadora pelo MDB, apoiou Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno de 2022, integrou o governo federal e agora disputa uma vaga no Senado por São Paulo pelo PSB.

Outro nome daquele período é Renan Calheiros. Presidente do Senado durante o julgamento, ele votou pela perda do mandato de Dilma, embora tenha defendido a manutenção dos direitos políticos da então presidente. Atualmente, Renan disputa novamente uma vaga no Senado por Alagoas e está no campo político aliado a Lula. Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment, chegou a ser convidada para integrar como vice a chapa de Jair Bolsonaro em 2018, mas recusou a proposta.

Dilma foi condenada pelo Senado por crimes de responsabilidade relacionados à edição de decretos de crédito suplementar sem autorização do Congresso e a operações envolvendo recursos do Plano Safra. A ex-presidente sempre negou ter cometido crime, enquanto o PT mantém até hoje a posição de que o processo representou um golpe. Dez anos depois, além do debate sobre o impeachment, a trajetória dos envolvidos mostra como alianças políticas daquele período foram reorganizadas e passaram a seguir caminhos diferentes.




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