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Brasília,31/03/2026

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Licença-paternidade avança no Senado

Mudança orçamentária abre caminho para ampliar afastamento dos pais e fortalecer apoio às famílias brasileiras


Licença-paternidade avança no Senado Senado avança na ampliação da licença-paternidade e Damares defende reforço às políticas de primeira infância.

O Senado Federal aprovou mudanças nas regras orçamentárias que permitem avançar na ampliação da licença-paternidade no Brasil um passo considerado decisivo para atualizar uma legislação que há décadas mantém os pais com apenas cinco dias de afastamento após o nascimento dos filhos

A medida remove entraves técnicos ligados à compatibilidade fiscal e abre espaço para a ampliação gradual do benefício dentro do planejamento das contas públicas. Embora a mudança não tenha efeito imediato automático, ela estabelece as bases necessárias para a implementação do novo modelo nos próximos anos.

Hoje, o prazo mínimo legal permanece em cinco dias corridos, salvo casos específicos de empresas participantes do Programa Empresa Cidadã.

Damares atuou na defesa da ampliação

Durante a tramitação da proposta, a senadora Damares Alves destacou a importância da ampliação da licença-paternidade como instrumento de proteção à primeira infância e fortalecimento da estrutura familiar.

Segundo a parlamentar do Distrito Federal, a presença do pai nos primeiros dias após o nascimento contribui diretamente para o desenvolvimento emocional da criança e reduz a sobrecarga sobre as mães no período pós-parto.

A senadora também tem defendido, em diferentes debates legislativos, políticas públicas voltadas à primeira infância como estratégia estruturante de desenvolvimento social argumento que reforçou durante a análise das mudanças orçamentárias aprovadas pelo Senado.

O que muda para as famílias

O texto permite viabilizar uma ampliação progressiva da licença-paternidade para até 20 dias, seguindo etapas planejadas dentro do equilíbrio fiscal.

Entre os principais impactos esperados estão:

  • maior participação do pai nos cuidados iniciais;
  • fortalecimento do vínculo familiar;
  • apoio direto à recuperação da mãe após o parto;
  • incentivo à corresponsabilidade parental.

A mudança corrige uma lacuna histórica da legislação brasileira. A Constituição de 1988 já previa regulamentação ampliada da licença-paternidade, mas o prazo provisório de cinco dias permaneceu praticamente inalterado por décadas.

Salário-paternidade pode reduzir impacto para empresas

Outro ponto relevante da proposta é a possibilidade de criação do chamado salário-paternidade, benefício semelhante ao salário-maternidade.

Nesse modelo, o pagamento durante o afastamento passaria a ser garantido pela Previdência Social, reduzindo o custo direto para empregadores e facilitando a implementação da ampliação.

A proposta também prevê extensão do direito a pais adotantes e responsáveis legais com guarda judicial para fins de adoção.

O que ainda falta para entrar em vigor

Apesar do avanço político e orçamentário, a ampliação definitiva ainda depende de etapas complementares no processo legislativo e da regulamentação final.

Mesmo assim, a aprovação representa um marco relevante na atualização das políticas familiares brasileiras e sinaliza mudança gradual na forma como o país reconhece o papel do pai na primeira infância.

Para milhares de famílias, o avanço indica que a presença paterna começa a deixar de ser exceção institucional e passa a ser tratada como política pública estruturante.




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