Emprego rompe ciclo da violência e já transformou a vida de 365 mulheres no DF
Programa do GDF aposta na autonomia financeira como ferramenta real de proteção social e reconstrução de trajetórias femininas
Programa do GDF já garantiu trabalho para 365 mulheres em situação de violência e vulnerabilidade social no Distrito Federal. O programa de empregabilidade feminina do Governo do Distrito Federal já garantiu trabalho formal para 365 mulheres em situação de violência doméstica ou vulnerabilidade social, segundo dados da Secretaria da Mulher. A iniciativa integra uma estratégia de proteção social baseada na autonomia financeira como instrumento de enfrentamento à violência.
Desde a criação da política pública, o governo firmou 14 acordos de cooperação técnica com empresas e órgãos públicos, permitindo a reserva de vagas para mulheres atendidas pela rede de proteção. Parte dessas oportunidades está vinculada a contratos terceirizados do próprio GDF, com percentual obrigatório de contratação social.
Além de mulheres vítimas de violência doméstica, o programa também contempla:
- mulheres em situação de rua
- mulheres trans
- indígenas
- quilombolas
- refugiadas
A proposta é ampliar o acesso ao mercado formal e reduzir a dependência econômica que muitas vezes impede o rompimento com o agressor.
Segundo a Secretaria da Mulher, as participantes recebem acompanhamento técnico com equipes multidisciplinares formadas por psicólogos, pedagogos e assistentes sociais. O objetivo é garantir permanência no emprego e reconstrução da autonomia pessoal e financeira.
Especialistas em políticas públicas apontam que programas desse tipo contribuem diretamente para reduzir reincidência de violência doméstica, além de fortalecer a segurança familiar e ampliar oportunidades de inclusão produtiva.
A iniciativa também envolve empresas parceiras, que passaram a integrar ações de responsabilidade social vinculadas à contratação de mulheres em situação de vulnerabilidade.
O desafio agora, segundo gestores e especialistas da área, é ampliar o alcance territorial do programa e expandir o número de vagas disponíveis nas regiões administrativas com maior incidência de violência contra a mulher.




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