Durigan diz que déficit público não é o mesmo que prejuízo dos Correios
Estatal acumulou prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026 e passa por processo de reestruturação financeira.
Ministro da Fazenda, Dario Durigan, comentou a situação financeira dos Correios durante debate sobre economia. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o déficit dos Correios considerado nas contas públicas não deve ser confundido com o lucro ou prejuízo contábil da empresa. A declaração foi feita na noite de terça-feira (1º), durante um debate sobre economia na GloboNews. A fala ocorreu poucos dias depois de a estatal divulgar prejuízo líquido de R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026.
Segundo Durigan, os dois indicadores seguem critérios diferentes. Na apuração das contas públicas, gastos com investimentos feitos por uma estatal podem contribuir para um resultado deficitário, mesmo que esse número não corresponda diretamente ao lucro ou prejuízo apresentado no balanço da companhia. No caso dos Correios, porém, as demonstrações financeiras mostram que houve efetivamente prejuízo líquido: foram R$ 2,39 bilhões apenas no segundo trimestre e R$ 5,55 bilhões no acumulado dos seis primeiros meses do ano.
O resultado do primeiro semestre ficou acima dos R$ 4,26 bilhões de prejuízo registrados no mesmo período de 2025. Apesar disso, houve melhora na comparação entre os dois primeiros trimestres deste ano. O prejuízo caiu de R$ 3,16 bilhões no primeiro trimestre para R$ 2,39 bilhões no segundo, redução de 24,4%. Durigan afirmou que parte dos problemas enfrentados pela empresa está ligada à falta de investimentos nos últimos anos e disse que o governo trabalha na recuperação da estatal, inclusive com possibilidade de parcerias com a iniciativa privada.
Os Correios seguem executando um plano de reestruturação que prevê redução de despesas, revisão de contratos e busca por novas receitas. A empresa também recebeu uma operação de crédito de R$ 12 bilhões com garantia da União, enquanto o governo prevê um aporte de R$ 6 bilhões no Orçamento de 2027. A recuperação financeira da estatal continua sendo acompanhada pelo governo diante das perdas acumuladas e da necessidade de manter os serviços postais em todo o país.




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