Arruda tem candidatura barrada por unanimidade no TRE-DF e recorre ao TSE
Ex-governador acumula sete condenações por improbidade ligadas à Operação Caixa de Pandora, e Justiça Eleitoral entende que ele segue inelegível até dezembro de 2030.
José Roberto Arruda recorre ao TSE após ter o registro de candidatura ao Governo do DF rejeitado pelo TRE-DF. José Roberto Arruda (PSD) teve o registro de candidatura ao Governo do Distrito Federal rejeitado por unanimidade pelo Tribunal Regional Eleitoral do DF (TRE-DF). A decisão foi tomada na quinta-feira (3), e o ex-governador afirmou nesta sexta-feira (4) que recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar continuar na disputa. Para o TRE-DF, Arruda ainda está inelegível e não pode disputar o cargo nas eleições de 2026.
A decisão está ligada às condenações de Arruda por improbidade administrativa em processos que tiveram origem na Operação Caixa de Pandora, escândalo de corrupção revelado no Distrito Federal em 2009. O ex-governador tem sete condenações por improbidade. A defesa sustenta que os processos são relacionados e que o período de inelegibilidade já terminou. O TRE-DF, porém, não aceitou esse entendimento e considerou que o prazo deve ser contado a partir de uma condenação colegiada de 2018. Com isso, a Corte concluiu que Arruda permanece inelegível até dezembro de 2030.
Esta não é a primeira vez que Arruda enfrenta problemas na Justiça Eleitoral para conseguir disputar uma eleição. Em 2014, o TSE manteve o indeferimento de sua candidatura ao Governo do DF após uma condenação por improbidade administrativa, dano ao patrimônio público e enriquecimento ilícito. Oito anos depois, em 2022, o tribunal também negou o registro de Arruda, que naquele momento tentava concorrer a deputado federal. A decisão daquele ano foi tomada por unanimidade após recurso do Ministério Público Eleitoral.
Mesmo com a nova derrota no TRE-DF, Arruda decidiu manter a campanha enquanto tenta mudar a decisão no TSE. A legislação permite que um candidato com registro sub judice continue realizando atos de campanha enquanto o recurso não for julgado de forma definitiva. O nome também pode permanecer na urna, dependendo do andamento do processo, mas a validade dos votos fica condicionada à decisão da Justiça Eleitoral. Agora, caberá ao TSE analisar os argumentos apresentados pela defesa e decidir se Arruda poderá ou não seguir oficialmente na disputa pelo Governo do Distrito Federal.




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