Fachin suspende afastamento de Andrei Rodrigues e dá 48 horas para diretor da PF se manifestar
Presidente do STF também suspendeu decisões ligadas ao caso e centralizou a análise do impasse envolvendo a cúpula da Polícia Federal.
Edson Fachin assumiu a análise do impasse envolvendo decisões sobre o comando da Polícia Federal. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, suspendeu nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro André Mendonça que afastou o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o diretor de Inteligência da corporação, Leandro Almada. Fachin também suspendeu a decisão de Flávio Dino que havia determinado a reintegração dos dois. O presidente da Corte afirmou que as diferentes decisões sobre os mesmos fatos criaram risco de determinações contraditórias e problemas na condução dos processos.
O afastamento havia sido determinado por Mendonça na terça-feira (8), dentro da Petição 16.662, ligada às investigações envolvendo o Banco Master. O processo também trata de informações sobre uma rede de influência atribuída ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Mendonça havia determinado medidas relacionadas à produção de relatórios pela Polícia Federal e depois decidiu pelo afastamento preventivo de Andrei e Almada. Fachin suspendeu o andamento dessa petição enquanto analisa os processos relacionados ao caso.
A decisão de Mendonça foi contestada pela Advocacia-Geral da União (AGU), que recorreu à Presidência do STF e alegou risco de desorganização da Polícia Federal, além de questionar o afastamento do diretor-geral sem participação do presidente da República. Já Flávio Dino, ao mandar os dois dirigentes retornarem aos cargos, questionou a legitimidade do partido Novo para pedir esse tipo de medida em uma investigação criminal. A sequência de decisões aumentou o impasse dentro do Supremo e levou Fachin a concentrar a análise dos procedimentos na Presidência da Corte.
Após suspender as decisões, Fachin deu 48 horas para Andrei Rodrigues apresentar sua manifestação antes de uma definição sobre sua permanência na direção da PF. O presidente do STF também suspendeu outros procedimentos relacionados a possíveis investigações contra integrantes da Corte e convocou uma sessão extraordinária do plenário para 15 de setembro, às 10h. Até uma nova decisão, o caso segue sob análise da Presidência do Supremo.




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