CNH aos 16 anos avança e reacende debate sobre trânsito já
Proposta em discussão na Câmara prevê autorização especial para adolescentes dirigirem sob supervisão, mas ainda depende de aprovação no Congresso.
Proposta em análise no Congresso prevê autorização especial para que adolescentes de 16 anos possam dirigir sob supervisão. A possibilidade de adolescentes de 16 anos assumirem o volante voltou ao centro das discussões no Congresso Nacional. Uma proposta incluída na reforma do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) prevê a criação de uma autorização especial para que jovens entre 16 e 18 anos possam conduzir veículos das categorias A e B em condições específicas e sob supervisão.
Pelo texto em análise, os adolescentes não receberiam uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH) convencional. A ideia é instituir uma Permissão para Dirigir especial, com regras mais rígidas, permitindo a condução apenas em horários determinados e com acompanhamento de um responsável habilitado.
A proposta faz parte de um amplo pacote de mudanças que reúne mais de 270 projetos relacionados ao trânsito e à mobilidade urbana. O relatório foi elaborado pela comissão especial criada na Câmara dos Deputados para revisar e modernizar a legislação de trânsito brasileira.
Defensores da medida argumentam que a experiência supervisionada pode contribuir para uma formação mais gradual e segura dos futuros condutores. Durante debates na Câmara, especialistas sugeriram que a autorização esteja vinculada a exigências como carga horária ampliada, acompanhamento dos pais ou responsáveis e avaliações periódicas.
Por outro lado, a proposta também enfrenta resistência. Especialistas em segurança viária e representantes do setor de formação de condutores questionam se adolescentes possuem maturidade suficiente para lidar com situações complexas do trânsito e alertam para possíveis impactos nos índices de acidentes.
Atualmente, a legislação brasileira exige idade mínima de 18 anos para obtenção da CNH. A mudança ainda está em fase de discussão e precisará avançar nas etapas de tramitação legislativa antes de entrar em vigor. Até lá, as regras atuais permanecem sem alterações.




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