Goiás vira modelo nacional no combate às facções em prisões
Sistema de monitoramento criado no estado será adotado em 138 presídios brasileiros para reforçar o enfrentamento ao crime organizado.
O modelo criado em Goiás para monitorar líderes de facções dentro dos presídios será ampliado para 138 unidades prisionais em todo o Brasil. O modelo de monitoramento implantado em Goiás para acompanhar conversas de líderes de facções criminosas em presídios de segurança máxima passará a ser adotado em todo o país. A estratégia, criada em 2020, serviu de base para a nova política nacional de combate ao crime organizado e será expandida para 138 unidades prisionais brasileiras.
Atualmente, o sistema funciona em duas unidades de segurança máxima no estado, localizadas em Goiânia e Planaltina. O monitoramento é direcionado a presos apontados pelos serviços de inteligência como lideranças de organizações criminosas. Já as conversas entre advogados e clientes continuam protegidas por sigilo, podendo ser gravadas apenas mediante autorização judicial e quando houver indícios de participação do defensor em atividades criminosas.
Segundo o governo federal, a expansão faz parte da Lei Raul Jungmann, que prevê o fornecimento de tecnologia, infraestrutura e capacitação aos estados. A execução operacional continuará sob responsabilidade das administrações estaduais.
Em Goiás, o sistema já contribuiu para investigações que resultaram na identificação de integrantes de facções e em operações contra redes criminosas que utilizavam os presídios para transmitir ordens ao lado de fora das unidades.




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