Terracap redesenha expansão do DF com novos polos de moradia e serviços
Projetos somam mais de mil hectares e colocam Jóquei Clube, Tororó e QE 60 no centro do crescimento urbano da capital
Terracap planeja novos polos urbanos com moradias, comércio, serviços públicos e áreas de lazer em Vicente Pires, Jardim Botânico e Guará A expansão do Distrito Federal começa a avançar para além da abertura de áreas exclusivamente residenciais. Projetos apresentados pela Terracap propõem bairros que reúnem moradia, comércio, serviços públicos, empregos e espaços de lazer. As iniciativas estão localizadas em Vicente Pires, Jardim Botânico e Guará.
O Setor Jóquei Clube é o projeto mais próximo de avançar para a implantação. Com cerca de 252 hectares, o futuro bairro ficará em uma faixa estratégica entre a EPTG e a Via Estrutural. A proposta contempla 261 lotes e aproximadamente 17 mil unidades habitacionais, com população estimada em mais de 50 mil moradores.
A antiga pista do clube ganhará uma nova função. O espaço deverá integrar um parque urbano com ciclovias, áreas de caminhada, praças e ambientes de convivência. Também haverá terrenos destinados a escolas, unidades de saúde, creches, centros comunitários e infraestrutura de energia.
A aprovação urbanística foi concluída, mas o empreendimento ainda precisa passar pelo registro e por procedimentos administrativos e orçamentários. A Terracap pretende implantar o bairro por etapas, preparando a infraestrutura antes da abertura de novas áreas para ocupação.
Tororó concentra o maior território
No Jardim Botânico, o Setor Habitacional Tororó ocupa aproximadamente 786 hectares. O planejamento prevê residências, atividades comerciais, serviços, áreas institucionais e espaços verdes. A meta é criar um polo urbano capaz de atender os próprios moradores e gerar empregos na região.
O projeto do Tororó já possui aprovação por decreto e licença ambiental prévia. Drenagem, pavimentação, energia, abastecimento de água e rede de esgoto estão entre as estruturas que precisarão ser executadas para viabilizar a ocupação.
Na QE 60 do Guará, a proposta tem dimensões menores. São cerca de 28 hectares e 93 lotes previstos para edifícios residenciais, estabelecimentos comerciais, serviços e áreas públicas. O empreendimento poderá ampliar a oferta de imóveis em uma região valorizada e próxima aos principais eixos de circulação do DF.
A implantação dos três projetos representa uma oportunidade para a construção civil e o mercado imobiliário. Ao mesmo tempo, coloca mobilidade e saneamento no centro do debate. No Jóquei Clube, por exemplo, o aumento populacional terá reflexos diretos sobre a EPTG e a Via Estrutural, que já enfrentam trânsito intenso.
Os prazos completos para as obras e a comercialização dos terrenos ainda não foram apresentados. O crescimento poderá ser positivo se transporte público, drenagem, escolas, saúde e saneamento forem entregues no mesmo ritmo dos novos imóveis.




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