Petróleo dispara mais de 6% com escalada entre EUA e Irã e Brent fecha a US$ 107,63
Ataques a navios perto do Estreito de Hormuz e avanço dos houthis no Iêmen aumentam a preocupação com as principais rotas de energia.
Tensão no Oriente Médio afeta rotas estratégicas para o transporte mundial de petróleo. Os preços do petróleo dispararam nesta quinta-feira (10) com o aumento das tensões entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. O barril do Brent, referência internacional, subiu 6,34% e fechou a US$ 107,63. Já o petróleo WTI avançou 6,69%, para US$ 102,48. Os dois contratos atingiram os maiores valores desde maio.
A alta ocorreu após uma nova sequência de ataques a embarcações na região do Estreito de Hormuz. O Irã atingiu dez navios depois que forças dos Estados Unidos afundaram cinco petroleiros iranianos, segundo informações divulgadas nesta quinta. No Iêmen, rebeldes houthis apoiados pelo Irã também tomaram a cidade portuária de Mokha, localizada a cerca de 80 quilômetros do Estreito de Bab el-Mandeb, outra rota importante para o comércio marítimo.
O impacto preocupa o mercado porque o Estreito de Hormuz é uma das principais passagens de petróleo do mundo. Dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) mostram que o fluxo de petróleo e outros líquidos pela rota caiu de 21,6 milhões de barris por dia no quarto trimestre de 2025 para 4,9 milhões no segundo trimestre de 2026. As restrições no transporte pelo Oriente Médio vêm mantendo os preços mais altos e instáveis.
A EIA prevê que os fluxos de petróleo pelo Estreito de Hormuz e por Bab el-Mandeb continuem limitados ao longo do quarto trimestre de 2026. A Opep+ também acompanha o mercado e decidiu, em reunião realizada no último domingo (6), manter para outubro os níveis de produção exigidos em setembro entre sete países participantes dos ajustes voluntários. A próxima reunião desse grupo está marcada para 4 de outubro.




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