Remédios sem orientação viram alerta no DF
Especialistas reforçam cuidados contra automedicação e orientam pacientes sobre riscos do uso incorreto de medicamentos
A automedicação continua sendo um hábito comum entre brasileiros e preocupa profissionais da saúde no Distrito Federal. Na tentativa de combater práticas perigosas dentro de casa, farmacêuticos e equipes da rede pública intensificaram nesta semana ações de orientação em unidades básicas de saúde para conscientizar pacientes sobre o uso racional de medicamentos.
A iniciativa ocorreu na UBS 1 do Cruzeiro e chamou atenção para problemas que vão desde o uso de antibióticos sem prescrição até o armazenamento inadequado de remédios em cozinhas e banheiros, locais onde calor e umidade podem comprometer a eficácia dos produtos. Segundo especialistas envolvidos na ação, muitas pessoas ainda utilizam medicamentos vencidos, reaproveitam receitas antigas ou interrompem tratamentos por conta própria, aumentando riscos de intoxicação, resistência bacteriana e agravamento de doenças.
Além das orientações sobre horários corretos e combinação de medicamentos, os profissionais também alertaram sobre o descarte irregular de comprimidos, xaropes e pomadas. O descarte em lixo comum ou no esgoto pode causar impactos ambientais e contaminação. A recomendação é que medicamentos vencidos ou sem uso sejam entregues em pontos de coleta autorizados ou farmácias participantes de programas específicos.
O tema ganha ainda mais relevância diante do crescimento dos casos de intoxicação medicamentosa no país. Dados de órgãos de saúde apontam que crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis aos erros no consumo de remédios. Em muitos casos, a mistura inadequada de substâncias ou a dosagem incorreta pode levar a complicações graves e até internações.
Outro ponto destacado durante a mobilização foi a falsa sensação de segurança criada por medicamentos considerados “comuns”, como analgésicos e anti-inflamatórios. Mesmo vendidos sem retenção de receita, eles podem provocar efeitos colaterais importantes quando usados sem acompanhamento profissional, especialmente por pessoas com hipertensão, diabetes ou problemas renais.
A ação no Cruzeiro também reforçou o papel do farmacêutico dentro da atenção básica, aproximando os profissionais dos pacientes e ampliando o acesso à informação confiável. Para quem depende de tratamentos contínuos, entender como utilizar corretamente cada medicamento pode fazer diferença direta na recuperação e na qualidade de vida.




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