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Brasília,12/09/2026

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Ibama libera três novos poços da Petrobras na Foz do Amazonas após questionamentos do MPF

Autorização amplia a exploração no bloco FZA-M-59 poucos dias depois de o Ministério Público Federal cobrar explicações sobre o licenciamento ambiental.


Ibama libera três novos poços da Petrobras na Foz do Amazonas após questionamentos do MPF Petrobras recebe autorização do Ibama para avançar com três novas perfurações na Bacia da Foz do Amazonas.

O Ibama autorizou nesta sexta-feira (4) a Petrobras a perfurar mais três poços exploratórios no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial. A decisão foi feita por meio de uma alteração na Licença de Operação nº 1684, que já permitia a perfuração do poço Morpho. Com a mudança, a estatal poderá avançar também nos poços Manga, Crotalus e Morpho Extensão.

A autorização chama atenção porque ocorre depois de questionamentos feitos pelo Ministério Público Federal sobre a ampliação das perfurações. Em agosto, o MPF cobrou explicações do Ibama e afirmou que a inclusão de três novos poços na licença existente poderia desconsiderar impactos acumulados e pontos previstos nas normas ambientais. Nesta semana, o órgão voltou a se manifestar e apontou uma possível contradição entre informações apresentadas pelo Ibama à Justiça Federal e documentos administrativos sobre o tamanho e o tempo de duração do projeto.

A exploração de petróleo na região já passou por uma longa disputa ambiental. Em 2023, o próprio Ibama havia negado a licença para perfuração no bloco FZA-M-59 depois de apontar inconsistências técnicas e destacar a sensibilidade socioambiental da área. A autorização para o primeiro poço, o Morpho, veio em outubro de 2025. Em agosto deste ano, a Petrobras anunciou ter encontrado hidrocarbonetos durante a perfuração desse poço, localizado em águas profundas do Amapá.

Agora, a Petrobras informou que vai planejar a continuidade das atividades no bloco, primeiro com a conclusão do Morpho e depois com a perfuração dos outros três poços autorizados. A empresa estima gastar cerca de R$ 3,3 bilhões na campanha envolvendo os quatro poços. Mesmo com a nova licença, os questionamentos ambientais continuam no centro da discussão, principalmente depois das cobranças feitas pelo MPF ao Ibama sobre a forma usada para ampliar a autorização.




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