EUA deslocam drones MQ-9 Reaper para Colômbia e Equador em ofensiva contra o narcotráfico
Aeronaves militares foram transferidas da África enquanto Washington amplia a cooperação regional contra cartéis e rotas internacionais de drogas
MQ-9 Reaper é uma aeronave remotamente pilotada usada pelos Estados Unidos em missões de vigilância, reconhecimento e ataque. Os Estados Unidos deslocaram drones militares MQ-9 Reaper para a Colômbia e o Equador como parte da ampliação das ações contra o narcotráfico na América Latina. A movimentação foi revelada pelo The New York Times e repercutida nesta quarta-feira (7). O número total de aeronaves transferidas e a divisão dos equipamentos entre os dois países não foram detalhados publicamente. O Brasil não aparece entre os destinos citados na informação divulgada até agora. Jovem Pan
O MQ-9 Reaper é uma aeronave remotamente pilotada desenvolvida para missões de longa duração, reconhecimento, coleta de inteligência e emprego de armamentos. Documentos do Departamento de Defesa dos Estados Unidos descrevem o equipamento como uma plataforma de reconhecimento armado, equipada com sensores, sistemas de comunicação e capacidade para transportar armas. A transferência dos drones ocorre em meio ao reforço da atuação militar norte-americana contra organizações transnacionais ligadas ao tráfico de drogas. Controladoria do Defesa
A presença dos equipamentos também acompanha uma aproximação militar entre Estados Unidos, Colômbia e Equador. Em agosto, o Comando Sul dos EUA informou que representantes dos três países se reuniram na região de fronteira entre Colômbia e Equador, considerada um corredor estratégico para o tráfico de cocaína. Segundo o órgão militar americano, os governos trabalham em uma estratégia conjunta para pressionar redes criminosas e interromper rotas utilizadas por organizações transnacionais. Southcom
O próximo ponto de atenção será a forma como os MQ-9 Reaper serão empregados nos dois países. Embora essas aeronaves tenham capacidade de realizar ataques, a transferência para a América do Sul não significa, por si só, que bombardeios estejam automaticamente autorizados em território colombiano ou equatoriano. Novas operações dependerão dos acordos firmados com os governos locais, das regras estabelecidas para cada missão e das decisões militares e políticas adotadas dentro da estratégia regional dos Estados Unidos contra o narcotráfico.




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