Cidade de Deus volta ao Cine Brasília
Clássico brasileiro indicado a quatro Oscars será exibido na Sessão Monumental de maio, com duas sessões no dia 26 e ingressos a preços populares
Cidade de Deus volta ao Cine Brasília em sessão especial. Um dos filmes mais marcantes da história recente do cinema brasileiro volta à tela grande em Brasília. O longa Cidade de Deus, dirigido por Fernando Meirelles e Kátia Lund, será o destaque da Sessão Monumental de maio no Cine Brasília, com exibições na terça-feira, 26 de maio, às 19h e às 21h45.
A escolha do filme reforça a proposta da Sessão Monumental: aproximar o público de obras que atravessaram gerações, marcaram debates sociais e ajudaram a projetar o cinema nacional no exterior. Lançado em 2002, Cidade de Deus se tornou referência mundial pela força narrativa, pela estética visual e pela forma como retratou a violência urbana, a desigualdade e a juventude em territórios vulneráveis.
O impacto internacional do longa foi confirmado com quatro indicações ao Oscar, feito raro para uma produção brasileira. Mais de duas décadas depois, a obra segue atual por provocar discussões sobre exclusão social, segurança pública, oportunidades para jovens e o papel da cultura como ferramenta de reflexão.
No Cine Brasília, os ingressos custam R$ 20 a inteira e R$ 10 a meia. A programação também fortalece o papel do cinema público como espaço de acesso à cultura, especialmente em uma cidade onde grandes produções e clássicos nem sempre permanecem disponíveis nas salas comerciais.
Além de Cidade de Deus, a CineSemana traz outras atrações, como a reta final da Mostra Ghibli Fest, sessões acessíveis, exibições gratuitas e produções nacionais em cartaz. A programação amplia o alcance do Cine Brasília e oferece ao público diferentes experiências, do cinema brasileiro consagrado à animação japonesa e às sessões com recursos de acessibilidade.
Para quem acompanha cinema, cultura e debates sociais, a exibição de Cidade de Deus é mais do que uma sessão especial. É uma oportunidade de revisitar uma obra que mudou a forma como o Brasil foi visto nas telas e que ainda provoca perguntas incômodas sobre realidade, juventude e desigualdade.




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