Flávio Bolsonaro reúne 28,5 mil na Paulista no 7 de Setembro em ato contra Lula e Moraes
Manifestação em São Paulo teve apoio ao ministro André Mendonça e reuniu aliados da direita em meio à disputa presidencial de 2026.
Apoiadores de Flávio Bolsonaro participam de manifestação política na Avenida Paulista durante o 7 de Setembro. O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reuniu cerca de 28,5 mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira (7), durante um ato político do Dia da Independência. A manifestação teve como principais alvos o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Segundo levantamento do Monitor do Debate Político da USP/Cebrap, em parceria com a More in Common, o maior público foi registrado por volta das 16h32. A estimativa tem margem de erro de 12%, com público entre 25,1 mil e 32 mil pessoas.
Flávio participou do ato ao lado de aliados como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), o pastor Silas Malafaia e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Durante os discursos, foram feitas críticas ao governo Lula e à atuação de Moraes, além de manifestações de apoio ao ministro André Mendonça, também do STF. Tarcísio pediu votos para Flávio e cobrou uma resposta das instituições sobre as recentes acusações envolvendo Moraes. Bandeiras do Brasil e cartazes com mensagens políticas foram levados pelos manifestantes ao longo da Paulista.
A mobilização ocorreu em meio à crise aberta no Supremo após a divulgação de mensagens envolvendo Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. André Mendonça, relator de investigações relacionadas ao caso, retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal, enquanto Moraes pediu apuração sobre a conduta do colega. O episódio passou a ser explorado por lideranças da direita durante a campanha eleitoral. Na pesquisa Datafolha divulgada na última quinta-feira (3), Lula aparecia com 38% das intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio tinha 33% e Augusto Cury (Avante), 8%.
Antes do início do ato, a Polícia Militar usou bombas de gás lacrimogêneo e a cavalaria para dispersar manifestantes de esquerda que tentavam chegar à região da Paulista. A situação foi controlada antes da concentração principal. Protestos da direita também foram realizados em outras cidades do país neste 7 de Setembro, ampliando a pressão política sobre Lula e Moraes. A manifestação em São Paulo ocorre na reta final da disputa presidencial e reforça a estratégia de Flávio Bolsonaro de mobilizar sua base em torno das críticas ao governo federal e ao STF.




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