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Brasília,12/09/2026

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Contrato de R$ 131 milhões do Banco Master com escritório de Viviane Barci previa atuação perante PF e Banco Central

Perícia da PF atribui duas edições da minuta a perfil identificado como “Ministro Alexandre de Moraes”; escritório diz que consulta tratou de possíveis impedimentos legais.


Contrato de R$ 131 milhões do Banco Master com escritório de Viviane Barci previa atuação perante PF e Banco Central Contrato de R$ 131 milhões entre Banco Master e escritório de Viviane Barci previa atuação perante PF, Banco Central, Receita e Cade, além da Justiça.

O contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), previa cerca de R$ 131 milhões em honorários por serviços jurídicos. Tornado público nesta sexta-feira (11), o documento incluía consultoria estratégica em procedimentos perante a Polícia Federal, Polícias Civis, Banco Central, Receita Federal e Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), além de atuação judicial em diferentes instâncias.

O acordo previa 36 pagamentos mensais, com pró-labore bruto de R$ 3.646.529,77, segundo dados da perícia da Polícia Federal. Entre os serviços contratados também estavam a implantação e o aperfeiçoamento de um programa de compliance, conjunto de controles internos voltados à prevenção de irregularidades, e a representação do banco em processos judiciais. O vínculo foi encerrado em novembro de 2025, quando o Banco Central decretou a liquidação da instituição.

Em março, o escritório afirmou que prestou serviços ao Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025, com participação de 15 advogados, realização de 94 reuniões e produção de 36 pareceres e opiniões legais. A banca também informou que não atuou em causas do banco no STF. Já a perícia da PF identificou duas alterações na minuta atribuídas a um perfil denominado “Ministro Alexandre de Moraes”. O escritório confirmou que Moraes teve acesso e editou o documento e afirmou que a consulta ocorreu para verificar possíveis impedimentos legais à contratação. As informações, por si só, não representam prova da prática de crime.

O caso deve voltar ao centro das atenções na terça-feira (15), quando está prevista uma sessão do plenário do STF para analisar o relatório produzido pela Polícia Federal e questionamentos apresentados pela Procuradoria-Geral da República (PGR). A Corte ainda terá de definir os efeitos jurídicos do material e os próximos passos do procedimento, sem que a divulgação dos documentos represente antecipação de culpa ou condenação de qualquer envolvido.




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